NOS CINEMAS

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

EM EXIBIÇÃO NOS CINEMAS
NOS CINEMAS

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

EM EXIBIÇÃO NOS CINEMAS

Críticas

Crítica | Primeira Temporada de ‘O Espetacular Homem-Aranha’!

O Espetacular Homem-Aranha não se preocupa em recontar a história de origem do aracnídeo, pois todos os espectadores devem estar familiarizados com ela. A animação optou apenas por uma breve recapitulação em seu primeiro episódio. A série animada nos mostra um Peter Parker no colegial, aos 16 anos de idade, que recentemente adquiriu seus poderes, por meio da picada de uma aranha geneticamente modificada. Em segredo, Parker protege Nova York de uma variedade de vilões, com uma roupa vermelha e azul, sob o nome de Homem-Aranha

Crítica | O Impossível

Pânico, desespero, luta, dor e esperança nessa excepcional história baseada em fatos reais, do tsunami que devastou uma cidade na Asia em dezembro de 2004. A produção espanhola do diretor Juan Antonio Bayona com roteiro de Sergio Sánchez, reúne atores como Naomi Watts, Ewan McGregor e Tom Holland, e coloca o público no centro dessa desastrosa tragédia da família que ao passar o feriado de Natal na Tailândia foram apanhados pelo tsunami que matou 230 mil pessoas.

A família espanhola foi transformada em britânicos, sendo eles: Maria (Naomi Watts) e Henry (McGregor) e seus três filhos, Lucas (Tom Holland), Thomas (Samuel Joslin) e Simon (Oaklee Prendergast). Eles são um pouco estressados e isso se evidência logo nas primeiras cenas onde todos estão no avião. Henry não larga a mão do seu smartphone, checando e-mails do trabalho onde a família deveria estar curtindo a piscina de onde estavam hospedados. Maria estava lendo um romance e seus três filhos brincavam na piscina, e, sobre música orquestral e um tom sobrenatural e premonição da tragédia vemos uma sequência onde podemos acompanhar o resort da praia se partir, gritos e choros de crianças e o desespero de cada pessoa que ali estava.

O Impossível trouxe a simples agonia e o terror de uma família ao serem separados, a dor e um vazio que é pior que danos físicos. Sobre a devastação, Henry e Lucas se encontram diversas vezes, em diferentes locais daquele lugar pós-tsunami. Telefonemas e desconhecidos, agora amigos, se perguntam se seus entes queridos estão mortos ou prestes a serem; a dúvida em cada um deles é se irão sobreviver e isso foi muito bem retratado por McGregor, antes, um personagem aparentemente chato, mas agora, após avisar o pai de sua esposa de que não sabia de seu paradeiro, mais confiante em achar sua esposa e seu filho, Lucas.



Maria sofre em um hospital com um grave ferimento em sua perna e Lucas, em uma atuação brilhante do ator Tom Holland, observa ansiosamente sua mãe, esperando por qualquer notícia que pudesse melhorar seu trágico dia. Após alguns acontecimentos, o medo de perder sua mãe o faz percorrer todo o hospital com um missão: reunir os familiares de todo aquele pessoal estranho, que está perdido no hospital. Sua atitude altruísta é bravamente recompensada com um emocionante encontro entre seus dois irmãos caçulas e seu pai, Henry.

Assistimos pelos olhos dos personagens uma tragédia, vimos o impossível acontecer. Com grandes cenas, atuações incríveis e roteiro digno de Oscar. Um filme simples e ao mesmo tempo complexo, sem julgamentos e com a simples ideia de sobrevivência ser uma das coisas mais dolorosas. Uma temporada de férias, se tornou uma história de força e de coesão entre uma família.

Crítica | Capitão América: Guerra Civil

Baseado, em parte, na saga ‘Guerra Civil’, publicada entre 2006-2007, evento do qual o filme compartilha o mesmo título, ‘Capitão América: Guerra Civil‘ se passa logo após os eventos de ‘Vingadores: A Era de Ultron’. Contando com mais de uma dúzia de personagens principais e outra de coadjuvantes, que incluem o Pantera Negra (Chadwick Boseman) e o Homem-Aranha (Tom Holland), todos se interligam em uma longa história sobre as ramificações de intervenção dos Estados Unidos em um mundo pós-11 de Setembro.

Capitão América (Chris Evans), Falcão (Sam Wilson), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) estão atrás de uma pista sobre um vilão, o Ossos Cruzados (Frank Grillo) em Lagos, na Nigéria. Porém, isso acaba provocando um grave incidente e, em razão disso, o secretário dos Estados Unidos, Thaddeus Ross (William Hurt) informa que a ONU, ganhando apoio de 117 países-membros, criou o Tratado de Sokovia. Tal tratado transmite a ideia de que os heróis podem ser tão letais quanto os vilões que combatem. Por meio dele, todos os super-heróis devem ficar sob a responsabilidade de uma comissão de uma organização internacional que irá decidir o local e o momento em que eles poderão atuar. Além disso, aqueles que se recusarem a assinar deverão se aposentar. Com tal situação posta em jogo, nasce uma divisão entre os grupos dos Vingadores, tendo Capitão América de um lado e Tony Stark (Robert Downey Jr.) de outro.

A grande questão é: não há apenas dois lados opostos se enfrentando. A dinâmica estabelecida diante deste impasse vai além, trazendo pessoas defendendo seus ideais mediante reflexões de como se deve estabelecer o equilíbrio entre limites (representando, sobretudo, responsabilidade) e liberdade. Com clima distópico, ‘Capitão América: Guerra Civil’ deixa o status de pura ficção e, com as suas entrelinhas, põe os telespectadores para refletir sobre questões reais.



A ação do filme é sólida e inspiradora. Com grandes oscilações, mas é assim que ele é capaz de se tornar um ótimo filme; abordagem emocional e pensativa que envolve os seus inúmeros personagens, incluindo o mais aguardado desde o seu anúncio: o Homem-Aranha (Tom Holland). O amigo da vizinhança está voltando de braços abertos para Marvel e todos esperavam que tal volta para casa fosse triunfal; tudo que podemos dizer é: com certeza foi! Não houve a repetição de histórias da qual estamos cansados de saber, como sobre como ganhou os seus poderes e como usou a frase de seu tio como um lema para lutar contra o crime em Nova York.  “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, e nisso a Marvel acertou em cheio em nos apresentar um Peter Parker que, em pleno 2016, mesmo vivendo em um contexto tão distinto do de seus companheiros de combate ao crime, se mostra pronto para adentrar o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) e integrar o time de super-heróis nele contido, de modo incrivelmente complementador e satisfatório. Tudo isso sem atrapalhar a narrativa, mas ainda dando espaço para certo destaque a fim de mostrar o potencial de Tom Holland para o novo reboot, ‘Spider-Man: Homecoming’.

Pode-se dizer, portanto, que, apesar deste já ser o 13o filme do MCU, é um grande exemplo de produção atual que aumenta o nível dos filmes de super-heróis, demandando ainda mais elementos de sucesso para que seja possível superar tal produção em um futuro próximo.